quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
A Guerra dos Vermes XII: O Inimigo do Meu Inimigo Deve ser Pior que Ele
Ha muitos anos, Seattle foi o campo de atuação do Carniceiro Virtual, mais conhecido como Rush Dalton. O nome de tribo lhe foi dado por seu velho Mestre, o portador Dança com Espíritos devido á habilidade notória do Andarilho em caçar e destruir as mais odiosas crias da Wyrm, os Vampiros. Com o passar do tempo, Rush foi deixando de lado essa "predileção" e passou a caçar todos os seres da Wyrm, mas sempre que algum sangue-suga cruza seu caminho, Rush sempre o manda de volta para o abismo com um sorriso no rosto. Não era, no entanto o caso agora.
o Galpão era grande e cheirava a lixo e ferrugem. Pilhas de metal retorcido formavam um labirinto e no fundo da construção havia um elevado, onde um trono de lixo e entulhos servia de descanso para um Dançarino da Espiral Negra. O que Rush não podia imaginar é que Morte pelas Mãos da Wyrm não seria sua preocupação, e sim uma figura familiar, mas há muito tempo ausente." Esse é o problema com os cainitas." O Andarilho pensou "Você os derrota, e eles desaparecem por quase sua vida inteira, então, quando você está velho e decadente, eles surgem do inferno para se vingar de algo que você nem se lembra mais. Mas ele sim."
Rush tentava manter a calma enquanto via sua filha nas garras do maldito, ele havia feito a jovem Ahoun dos Andarilhos correr em sua direção, mesmo com todos os gritos e apelos do pai. Sua mente havia sido tomada pelo poder da criatura e agora ele a tinha em seu poder. O braço ao redor do pescoço dela e uma garra afiada em posição na jugular da Garou. Mesmo sendo uma guerreira de gaia, a jovem não conseguiria sobreviver a um ferimento desses. As garras dos vampiros tem algum componente imundo que dificulta a regeneração, ele sabia disso mais do que ninguém.Erika havia insistido muito para acompanhar o pai e Denise, Rush aceitou pois seria acima de tudo mais um Garou e sabia que sua filha já era um Fostern. Ele só não sabia que encontraria um ser capaz de dominar sua mente de forma tão fácil.
O nome era Anastaz Benedeck, um Tzmisce, Arcebispo do Sabá e senhor de uma vampira bela e sedutora, a qual rush fez atravessar uma unidade de munição explosiva pela cabeça. Na época o velho jurou vingança. Hoje, parece que ele estava perto de consegui-la.
"O destino foi generoso comigo não acha Carniceiro Virtual? Nome interessante, me parece um título de filme dos anos 90, ou seria dos 80? Bem odeio mesmo todos os filmes modernos, preferia aqueles sem som...Mas voltando ao destino...ficamos assim? Você destrói uma filha minha, eu destruo uma sua? Acho justo...e você?"
O vampiro cheirou os cabelos de Erika, que parecia sem reação. A magia a deixava estática, olhos arregalados. Aquilo dava calafrios a Rush que eram quase impossíveis de resistir, ma suma forma crinos na hora errada naquele momento poderia significar a morte de sua filha.
Denise apontava a escopeta para o vampiro, mas Rush podia sentir que ela estava perdendo a paciência. Além de uma garou, Erika era sua melhor amiga, e a parente tinha coragem o suficiente para morrer por ela, o que Rush não suportaria.
"Largue ela e me enfrente com honra. É a mim que você quer, sua vingança é contra mim." O Andarilho tentava manter a calma.
"Honra? Achou honrado atirar com uma bala com explosivo suficiente para derrubar um tanque através da cabeça do ser que eu mais amava em minha miserável existência? Me lembro de ter visto você rir quando a cabeça dela explodiu e seu corpo começou a se tornar pó, na minha frente, acha engraçado destruir o sentimento de um vampiro? Talvez eu ache engraçado destruir os de um lupino hã? O que vocês lupinos acham que são? onde está aquilo que vocês se baseiam para essas ideologias? Se acham menos monstruosos do que nós? por que? Devo perguntar aos fantasmas do Impergium?"
O cainita parecia realmente irritado, seus olhos eram fixos e Rush sabia que ele estava falando sério, se não agisse rápido, seria o fim de Erika.
"Eu era um filhote. Naquela época, eu caçava a Wyrm, e perguntava depois. Certos valores morais hoje me são mais claros, mas eu apenas fiz meu dever. Erika nunca matou um inocente, ao contrário de sua prole..."
Rush percebeu a cagada tarde demais, maldita língua de ragabash, mais rápida que seu próprio cérebro. O vampiro fechou a expressão, Erika sofreu com aquilo e sua primeira gota de sangue escorreu pescoço abaixo, manchando a camiseta branca.
"Então é uma questão de julgamento. Minha prole matou inocentes, sua filha não. Você destruiu minha prole por ser culpada, então, por lógica eu não posso matar a sua. ponto para você. Não a matarei. Talvez eu prefira algo mais divertido, para que ela tenha a mesma sede de minha filha, mate inocentes e então, você, o vingador de Gaia, tenha que matá-la. Ah sim...claro, se ela sobreviver ao processo..." O sorriso era psicótico, as presas estavam armadas e ele as cravou no ombro de Erika, que continuou não expressando nenhuma reação.
Denise gritou e não atirou por muito pouco, uma voz grave veio do trono de lixo. "PARE! ou eu terei que para-lo, Anastaz..."
Rush já estava em crinos, a fúria estava quase vindo á tona mas ele conseguiu forçar sua vontade e permanecer consciente. O Dançarino que lhe tirara a primeira esposa, e que tentara matar a ele e os seus durante décadas, acabava de salvar a vida de sua filha.
"Nosso intuito aqui não é derramar sangue desnecessariamente, não nos ajudará me nada torturar o Andarilho, por mais que ele mereça, e atrair a fúria de seu caern só atrasaria nossa missão. Aguarde, O Dragão nos concede a vingança, sempre, não é Rush? Michele é a prova....morta disso...estou certo?" O Vampiro soltou Erika no chão com muito ódio, o som do corpo inerte da filha estabacando no chão foi uma das piores coisas que Rush já havia ouvido em sua vida.
Denise correu até ela, a pegou nos braços, já assumindo a forma Glabro que Rush costumava chamar de "a macaca mais bela que já tinha visto". Sua filha estava, pelo menos agora, á salvo. Ele se forçou mais uma vez a se acalmar, pediu força e paciência á barata, e como sempre, ela atendeu. Anastaz olhava Rush com desprezo, e a promessa de vingança agora brilhava nos olhos dos dois. O Dançarino da Espiral Negra continuou seu discurso.
"Rush, você atendeu a nosso...chamado...então imagino que está disposto a uma trégua em causa de um inimigo comum..."
"Depende." Rush não tirava os olhos do vampiro.
"De que?" O dançarino parecia sério.
"O que me garante que no momento em que o enfrentamento ocorra, você e seu amigo comedor de terra não mudarão de lado e nos atacarão pelas costas?"
"Nada." Anastaz interveio "Mas garanto que Morgana matará a você, seu caern, e depois virá atrás de Morte pelas mãos da Wyrm, que comanda a cabeça da Besta da Guerra e de mim, senhor do Corruptor de Almas. vocês lupinos acreditam que uma criatura deve ser maligna e necessariamente estúpida. Que não somos capazes de assumir quando não podemos lidar sozinhos com uma situação. Ou vocês educam seus filhotes com filmes da Disney, ou são arrogantes mesmo..."
Rush ignorou a provocação. Havia tido um belo exemplo daquilo ao que o vampiro se referia ainda na reunião com os anciões no caern de horas mais cedo. Ele resolveu dar uma chance aos monstros, afinal, se quisessem matar a ele e suas garotas, já o teriam tentado.
" E o que tem em mente?" o andarilho relaxou a postura, mas continuou na forma crinos.
"Aquilo que parece ser consenso." o dançarino continuou "Impedir que Morgana receba a Pentex de mão beijada, de preferência matando a desgraçada, o que terei prazer em fazer com minhas próprias mãos." ele demonstrava um ódio exagerado, alguma coisa o havia deixado mais irritado do que o normal e Rush sabia disso.
"Você parece ter um motivo especial para odiá-la..." o ragabash usava um tom de descaso, mas foi o suficiente para provocar o guerreiro da Wyrm.
"Acho que você e seus amantes de aranhas não entenderam ainda com quem estão lidando. Morgana matou Número Dois, e exibiu sua cabeça para provar. Ela agora é a rainha única de Malfeas e controla tudo aquilo que era de poder de número dois. Me controlaria também, se eu não tivesse me rebelado." ele falava aquilo com ódio. No fundo era bom para Rush vê-lo daquela forma, mas ele escondeu bem o sorriso que quase escapou. No entanto, saber que sua inimiga em comum era poderosa a ponto de matar o Garou da Wyrm mais poderoso que se tem noticia, não era lá muito agradável.
"E como daremos conta de um ser com esse poder? Mesmo com todos os nossos recursos, ainda somos poucos. Duvido que terei apoio de meu povo, sei que alguns me seguirão, mas não posso contar com ajuda enquanto agir com vocês. Eles tentarão destruir a Maga sozinhos." ele tentava passar sinceridade.
"Você não precisa agir conosco Lupino. na verdade, seu senso de honra, glória e todas essas baboseiras que vocês prezam só nos atrapalharia." O Tizimisce foi enfático. "Temos apenas que coordenar a ação. Parte dela fica conosco, a outra com você e seus ursinhos carinhosos. É muito provável que magos e fadas também queiram a cabeça dela. Só temos que esperar para dar o golpe na hora certa."
Rush não pôde evitar baixar uma orelha e levantar a outra como um cão em dúvida.
"Magos e Fadas?"
O Dançarino completou. "Ontem, depois que tentei matar você e sua esposinha gostosa naquela estrada, senti a aproximação de Morgana. Ela perseguia alguma coisa. Segui seu rastro e assisti de camarote quando ela deu uma surra em um grupo de magos fedelhos e umas duas fadas.Enquanto você seguia para seu casamento nossa inimiga fazia mais uma conquista e avançava em seu plano. Ela levou um pipoco na cabeça e fugiu com uma menina estranha. Depois eu vi um mago aparantemente mais forte aparecer e uma fada muito puta da vida jurando vingança contra nossa amiga, foi quando resolvi sair."
"E eles não viram você?" Rush pareceu desconfiado.
"E você me viu na festa do seu casamento? quem dá presente ganha bolo" o sorriso era de escárnio, uma provocação que Rush fez, mais uma vez, força para engolir. Denise fez uma expressão de nojo e perplexidade enquanto terminava de limpar o ferimento no ombro de Erika.
Ele poderia estar brincando, mas seria doentio da parte daquele Espiral estar lá o tempo todo, observando a felicidade do casal, seu poder era imenso, e talvez as defesas do caern não o tivessem detectado. porém poderia ter sido apenas uma piada para irrita-lo. Aqueles seres da Wyrm estavam brincando com sua cara e prontos para destruí-lo, mas ele não podia deixar de correr o risco.
"Ok, pra mim chega de conversa, antes que algo pior aconteça aqui. Eu concordo com os termos. Vamos dividir logo as tarefas e se não precisarmos nos encontrar antes de lutar contra a maga seria ainda melhor. Tentarei usar alguns contatos para achar esses magos e essas fadas, se eles estão atrás dela, podem atrapalhar se resolverem agir por conta própria. quanto mais gente coordenada melhor." Rush estava mais calmo, mas a forma crinos permanecia. Ele se apoiava em um dos joelhos para conversar com os seres da Wyrm ainda a uma altura superior.
"Eu já infiltrei alguns dançarinos entre as tropas dela. Eles sabotarão suas forças e nos darão menos gente para enfrentar. Ela costuma invocar até cinco matilhas quando está em apuros, talvez sobrem no máximo três dessa vez." O Dançarino falava com convicção.
O Tizimisce olhava com uma expressão de tédio.
"Um dos membros da diretoria da pentex é um cainita que me deve um grande favor. Ele já assinou o tal contrato mas me disse que quem está articulando toda a transação é um Dançarino de nome Andreas Blackside. Segundo esse cainita, o Dançarino só entregará o contrato quando Morgana pagar o preço que ele exigiu, e parece que ela precisa cumprir alguma missão antes também. Eu irei ter uma conversa com ele, o levarei para conhecer um dos refúgios do Sabá aqui em Seattle, na verdade levarei o refugio para conhece-lo. Não creio que conseguirei destruí-lo, mas poderei atrasa-lo. E isso atrasará Morgana."
Rush ponderou, demorou um pouco buscando por furos e armadilhas, mas por fim se deu conta que a Propria missão como um todo era como uma armadilha de caçador com a boca cheia de dentes de metal, pronta para pega-los.
"Então, quando tiverem feito a parte de vocês, me avisem. Eu mandarei as forças do Caern e de quem mais eu conseguir juntar para um ataque direto. Basta vocês dizerem onde deve ser a batalha."
Ele andou para trás, agarrou Denise e Erika pela cintura e quando os dois seres da Wyrm fizeram um positivo com a cabeça, ele saltou para fora do ferro velho. Em poucos segundos pousava em seu jipe, já na forma hominidea e dirigindo para longe daquele inferno.
Denise estava calada. Erika ainda dormia no banco de trás.
"O que você acha minha querida?" Rush perguntou sem olhar para ela.
"Acho que você tem algo diferente em mente. Conheço quando você blefa. Não é atoa que não ganha de mim no poker." Ela sorria esperando a resposta.
"É, e nunca ganharei pelo visto..." aquilo era a confirmação do que ela havia dito, embora Denise ainda não tivesse entendido o que ele pretendia. Aquilo a deixava curiosa e exitada, mas ela deixaria que ele revelasse no momento certo.
O Andarilho ligou o viva voz do carro e discou para um velho amigo. Ninguém atendeu. Ele xingou e manobrou o jipe quase não conseguindo terminar uma curva, aquilo fez Denise rir. "Pra onde estamos indo?"
"Pra Poderosa mansão dos Cultuadores da Realidade Irreal" Rush parecia gostar do nome. "Falar com um velho amigo...acho que ele cochilou na frente do computador outra vez."
O Andarilho tinha esperanças. Se algum mago poderia saber do ocorrido e dar a ele informações de como chegar aos magos e fadas atacados por Morgana, esse mago seria Juca Bala.
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auhauhauhauhauha gostei do título! Ri pacas!
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